quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Achei fofo...

Hoje eu mandei flores e brigadeiro de colher...pq o coração não dava pra embrulhar pra presente. Portanto, não duvide...nunca...

Amo-te!

...me fez pensar no quanto eu gosto dessa música...

...e que enfim, o tempo passou...

Meu desejo de ano novo a todos os meus amigos...

Que seus olhos possam ver, ainda que estejam fechados...
Que seu coração consiga se encantar diante dos menores e melhores detalhes...
Que a felicidade venha nas manhãs de segunda e não apenas aos sábados de sol...
Que você saiba atribuir o devido valor aos amigos verdadeiros...
Que a pista esteja sempre cheia e que sua música possa tocar bem alto...
Que haja silêncio sempre que você precisar...
Que você sonhe mais...
Que entenda que a felicidade está em percorrer e não apenas em chegar...
Que seja feliz na maior parte do tempo e forte na parte que restar...

Que venha 2010...e que ele seja do tamanho que você desejar!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

não entender me cansa um tanto...

domingo, 20 de dezembro de 2009

amigos são anjos...

De uma carta endereçada ao amor...

...as vezes me pego as voltas com esse meu medo de sentir o que sinto...o que me faz, insanamente, calar o que meus olhos não sabem mais esconder...

...andei por aí perdida, no escuro, pensando se quem eu tanto queria também estava me querendo perdido, no escuro...ou nas festas, jantares, velas, perfumes bons mas que só nos causam náusea...não adianta a pessoa errada chegar com o perfume certo...

eu procurei tanto por você, amor, que você nem em sonho seria capaz de supor. Te buscava nas ruas, bocas, olhares e mapas que sempre conduziam aos lugares errados...

Andei sem destino, amor...

...mas já havia te econtrando dentro de mim...

...e agora que você chegou de fato, eu não vou calar esse sentimento...

...e ele diz que estou amando você... com todo o meu coração.

...não vejo a hora de ter você aqui para poder dizer isso te olhando nos olhos...

um beijo...calmo e demorado...meu amor.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Compartilho com vocês, fragmentos de mim...escritos por ele...

Caio F. Abreu

"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo."

"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"

"É difícil me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente BURRA e quem não sabe mentir direito. Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça, não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar."

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."

"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto."

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."

"Meu coração tá ferido de amar errado."

"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos."

"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."

"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido"

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"

"Tenho dias lindos, mesmo quietinhos"

"Mas sempre me pergunto por que, raios, a gente tem que partir. Voltar, depois, quase impossível"

"O tempo que temos, se estamos atentos, será sempre exato"

"Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações"

"Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado"

"Abraçe a sua loucura antes que seja tarde de mais"

"E, de qualquer forma, às cegas, às tontas, tenho feito o que acredito, do jeito talvez torto que sei fazer."

"Dane-se. Comigo sempre foi tudo ao contrário."

"Completamente insano, mas extremamente sábio."

"Sofre horrores mas continua do bem, sempre inventando histórias com final feliz."

"Minhas obviedades possuem mapas complexos."

"Não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha à mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar..."

"Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras"

"...estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro."

sobre o último fragmento...esse logo acima...eu já encontrei...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fragmentos da vida no meio da noite....

Essa coisa de tentar decifrar o enigma da esfinge é tarefa pro Indiana Jones. Convenhamos, não dá pra ficar tentando adivinhar o que há do outro lado do muro.

Vamos lá meus queridos marmanjos (as), a sinceridade dá menos trabalho. É pápum. É só dizer na lata, na cara, na fuça, na alma, tudo o que se pensa, tudo o que se quer. Tudo aquilo que pode e aquele outro tanto que nunca poderá ser.

Daí, tudo se resolve. Ou vai cada um "prum" canto, ou todos vão curtir juntos o raio de sol que se atreve a chegar.

O que não rola é o "veja bem", a máscara, o palco, o teatro, a pseudo-platéia. Essa história de fazer apologia ao "benefício da dúvida" é coisa de covarde, de quem não quer ver, que não tá nem aí, que nunca se sentirá pronto para aguentar o tranco, o tapa na cara, o beijo na boca e a bofetada doída que conhecemos por "não".

Vamos acabar com a retórica mesquinha que engaiola tantas possibilidades na jaula do "quase". A vida passa e a gente nem vê. E quando ela cobra, acordamos atordoados no meio da nossa festa de despedida, onde todos os cartazes só indicam que o tempo passou...

...e contra a nossa vontade, viramos purpurina. E antes de acertar nossas contas, nos despedimos.

Ficamos devedores justo da felicidade. A "dívida" mais preciosa e que por covardia, é a mais ignorada...

...por QUASE todos...
"Sem paciência para alegorias"
[ Vazio agudo | ando meio cheio de tudo ] #leminski

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Preciso perguntar: a reforma ortográfica excluiu a palavra "fácil" do dicionário? E da vida? Também?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Achei tão lindo isso....

"DO MEDO DO (a)MAR

Não, não tenho medo de nada. Não tenho medo do escuro, não tenho medo da fome, não tenho medo da miséria. Não, não tenho medo. Nem do ontem, nem do amanhã. Muito menos do hoje. Sou um ser absolutamente sem medos. Não tenho medo de barata, nem de político safado, nem de mentira, nem de calúnia, injúria ou difamação. Não tenho medo de falar errado, nem de falar em público. Nem de falar errado em público. Sou um ser sem medo algum de coisa nenhuma. Não tenho medo de bomba atômica, nem de pular de pára-quedas. Não tenho medo de assalto, não tenho medo de câncer, muito menos de aids, já que não tenho medo de usar camisinha porque não tenho medo de não sentir prazer, e é porque não tenho medo de descobrir prazer até no que eu (se tivesse algum medo, evidentemente), poderia ter medo. Sou um ser completa e estranhamente sem medos. Não, não tenho medo nenhum de quebrar a perna, de perder o bilhete premiado da megasena acumulada, muito menos tenho medo de sofrer derrame, infarto do miocárdio, traumatismo craniano ou crise depressiva aguda. Medo eu não sei o que é. Não tenho. Nenhum pingo de medo algum. Sou tão sem medo, mas tão sem medo, que não tenho medo de asa-delta, nem de ser enterrado vivo, nem de perder um braço, uma perna ou um olho. Nem de perder o pinto. Tem homem que morre de medo de perder o pinto, porque tem medo de que, sem o pinto, não seja mais homem. Eu não tenho esses medos. Não sei o que é isso. Medo. Palavra estranha, grafada com quatro letras, como são quatro os cavaleiros do apocalipse. São quatro, mesmo, ou são seis? Quatro, seis, doze... Não importa, talvez seja ridícula essa comparação, mas nem do ridículo eu tenho medo. Eu não tenho medo de nada. Nem de inflação, nem de hiperinflação, de deflação, de infecção, de perturbação. Não tenho medo de nenhuma convicção ou imperfeição, nem de nenhuma participação em algo que seja obscuro, inseguro ou que permita que me chamem de obtuso. Sou um homem sem medos, consequentemente sem pavores. Obviamente, sem pânicos. Nada. Nada me tira do sério. Nada... Hã? Você... Está... Chorando? Porquê? Hein? É alguma coisa comigo? É? Diz pra mim... Você está me assustando... Por favor, fala... Não, não é medo... É assim... Uma sensação estranha... Olha pra mim... Não chora... Está certo que seus olhos ficam lindos assim, com cheiro de mar... Mas pare, por favor, porque de repente esse mar dentro dos seus olhos te leva lá pra longe, pra dobra do mundo... E quem sabe, mesmo, o que haverá por lá?"


André Gonçalves

Para ouvir balançando os pezinhos em nuvens amarelas...é, amarelas!!!

And I want to wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me


Norah Jones

(via André Gonçalves)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

"Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa do Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrine vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando pra lua, ruína, simulacro, varinha de incenso.

Acesa, aceso - vasto, vivo: meu coração é teu."

Caio F. Abreu

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Pedaço de gente com cheiro de talco"



de “Coisas de Amor Largadas na Noite” (André Gonçalves)(Via Liane)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."

Caio F. Abreu

domingo, 6 de dezembro de 2009

Amei isso...

"I’m Debbie and…
I’m beginning to see the light. I’m a believer. I’m alive. I’m into something good. I’m leaving on a jet plane. I’m every woman. I’m not afraid of anything. I’m on to you. I’m only happy when it rains. I’m walking on sunshine. I’m the only one. I’m too sexy. I’m still standing. I am a rock. I’m like a bird. I’m no angel. I am the walrus. I’m easy like Sunday morning. I’m just a singer in a rock & roll band. I’m a daughter, sister, mother. I’m gonna be starting something. I am unfinished on a lot of things. I am not as strong as you think. I’m not kidding. I’m a green eyed girl. I’m finding beauty in hidden places. I’m counting my lucky stars. I am a freak for amazing architecture. I am my mother’s daughter. I am into you. I am what I am. I’m the girl next door."


Do Blog da Amandinha, uma amiga que eu amo!
"quando você me ajuda, volto a acreditar que é possível...

...paixão é combustível, amor é anestésico...

...teu beijo tem gosto de férias de verão..."


Amandinha.

Você está dormindo...

...eu estou escrevendo e sentindo os compassos da sua respiração...você parece um anjo...um presente... um diamante...você parece...VOCE!!!!

doce...raro...calmo...

...estou olhando por ti enquanto dorme...estou olhando por ti enquanto vive...

...estou dizendo agora com calma e carinho, enquanto passo as mãos pelos teus cabelos deliciosamente grisalhos:

- oi...vamos pra cama...lá é o lugar de continuar sonhando...

:-)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Huuummmmm!!!

Ainda que mal

"Ainda que mal pergunte,
ainda que mal respondas;
ainda que mal te entenda,
ainda que mal repitas;
ainda que mal insista,
ainda que mal desculpes;
ainda que mal me exprima,
ainda que mal me julgues;
ainda que mal me mostre,
ainda que mal me vejas;
ainda que mal te encare,
ainda que mal te furtes;
ainda que mal te siga,
ainda que mal te voltes;
ainda que mal te ame,
ainda que mal o saibas;
ainda que mal te agarre,
ainda que mal te mates;
ainda assim te pergunto
e me queimando em teu seio,
me salvo e me dano: amor."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A arte de ser feliz

"Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."


Cecília Meireles

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A menina com soluço....

Eu pra @rebokel, tipo uma da manhã: "oi, to com soluço, ta acordada?" desligamos só agora....e só falamos de coisas boas! Te amo, Rê. Tks!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sou dos diálogos arrebatadores de Almodovar e das cores intensas de Frida...

...ainda que ninguém me ouça...ainda que ninguém me veja....

Paradoxal....

É na incoerência que eu me reconheço. Nas vezes que afirmo e naquelas que nego. Nas horas que fujo e que depois me entrego. Perambulando por aí sem ter um mapa que me guie. Mais moleca que gente grande, mais sorriso que cara feia. Diante da platéia, um ponto de exclamação definitivo. Na frente do espelho, uma interrogação constante. Sei tanto do mundo e tão pouco de mim. Sei tudo de mim e desconheço o mundo. Esse descompasso não me descomplica, não me dá sossego, não me tira o sono, não me rouba a paz. Ele faz de mim tudo isso e mais um tanto, alguém sem legendas, sem tradução, sem manual. Que por não querer se explicar, não pede explicação alguma. Que por só querer amar, não se contenta com menos!

domingo, 29 de novembro de 2009

A lua no cinema (Paulo Leminski)

A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
- Amanheça, por favor!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

...

"Vou guardar você dentro de mim e jogar a chave fora..."

Posso?

AMEIIIIIII..... Via @jampa

"Se eu digo pare, você não repare no que possa parecer...se eu digo siga, o que quer que eu diga, você não vai entender...mas se eu digo venha, você traz a lenha pro meu fogo acender..."

Esse texto é antigo, estava nos rascunhos....mas do nada, senti falta dele aqui...

é no quase que me recordo...

quando quase me esqueço, quando quase sou feliz, quando quase consigo apagar do meu sangue que ainda corre quente, as lembranças delinquentes daquilo quase foi...

é no quase que me perco...

quando quase volto atrás, quando quase pego o telefone, quando quase lembro o número, quando quase digo alô...

é no quase que te reencontro...

quando quase acredito, quando quase sinto falta, quando quase sofro, quando quase choro...

e é no quase que eu me recomponho...eu nunca estive tão perto de estar tão longe de tudo aquilo...eu tô quase lá...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Ele abriu o sorriso.
Ele abriu.
Eu não soube dizer não.
Eu não.
Ele brincou com meus sentidos.
Ele fez.
Eu aceitei a ousadia.
Eu não fujo.
Ele soube seduzir.
Eu disse sim.
Ele soube compartilhar.
Eu me arrepiei.
Ele abriu o cofre da intimidade.
Eu decorei a combinação.
Ele me mostrou o início, o meio, o fim e o depois.
Eu não me perdi.
Ele fez brincadeiras.
Eu me diverti.
Ele abriu um sorriso.
Eu abri."


Egídio La Pasta Jr.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

..."me deixa morar nesse azul, me deixa encontrar minha paz"...

“sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu deus como você me doía de vez em quando, eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada, um tempo enorme só olhando você sem dizer nada, só olhando e pensando, meu deus mas como você me dói de vez em quando.”

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quando eu olhei pra você...

...não foi o sonho que eu vi. Também não vi a ilusão da perfeição leviana que cega e entorpece. Não vi o príncipe, não vi certeza, não vi a cura definitiva para a solidão que por vezes me captura...

...estava tudo lá...mas pra nada disso eu olhei...

Não vi o futuro, não pensei no passado, não fiz planos, não criei expectativas egoístas que só beneficiam seu próprio criador...

Não esperei. Não roteirizei. Não ouvi tocar os sinos. Nada disso aconteceu.

Mas algo muito maior que o clichê das borboletas me arrebatou. Um gosto doce, um cheiro bom, uma cor dos olhos da alma da pele dos pêlos da vida do percurso dos percalços... não sei que palavras usar...não as tenho...ninguém tem...nunca foram ditas...eu nunca as disse antes e nem ouvi dizer e nem li e nem sonhei...eu também não planejei...

Quando eu olhei pra você, eu mal consegui respirar...meus sentidos se ausentaram por segundos que não sei contar...

Quando eu enxerguei você...eu não conseguia te olhar...e contianuava te olhando...sem poder enxergar...

E mesmo sem te ver, eu conseguia te sentir...mas nunca te decifrar...

E nada de ruim me aconteceu depois de você...aliás, nada de nada me aconteceu depois de você... nada que eu tenha notado, computado, me importado...

Só você, entre os mil acontecimentos cotidianos, me aconteceu depois de você....

Isso importa...tudo isso me importa...você me importa...

...
[ uma parte de mim | pesa, pondera: | outra parte | delira. ] #gulllar

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Então é pra lá que os balões vão? Sempre quis saber, desde pequenininha! :)

Lindo!!!!!

O espantalho que sonhava em conhecer o mar....

...e a pessoa que generosamente, soube realizar o tal sonho...

Como eu amo esse filme, essa fábula, essa trilha e os sentimentos que tudo isso me traz. Fazia tempos que não via e hoje, do nada, me lembrei dele. Ele me faz acreditar que podemos criar campanhas tocantes, verdadeiras, emocionantes...que não vendem produtos apenas, mas que despertam desejos possíveis!

Two Lovers



Filme arrebatador, que me fez querer ouvir "À flor da pele" - uma das mais lindas do Chico e do mundo na minha opinião...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

...

[ isso de querer | ser exatamente aquilo | que a gente é | ainda vai | nos levar além ] #leminski

Dois ou três almoços, uns silêncios.

Caio Fernando Abreu

"Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível". Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso - aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”

Caio Fernando Abreu

sábado, 7 de novembro de 2009

~I gotta feeling...That tonight's gonna be a good night~

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lindo!



“dear karen,

if you’re reading this, it means i actually worked up the courage to mail it. so, good for me. you don’t know me very well but you get me started, i have a tendency to go on and on about how hard the writing is for me. but this… this is the hardest thing i’ve ever had to write. there’s no easy way to say this, so i’ll just say it.

i met someone.

it was an accident. i wasn’t looking for it. it wasn’t on the make. it was a perfect storm. she said one thing. i said another. next thing i knew, i wanted to spend the rest of my life in the middle of that conversation. now there’s this feeling in my gut. she might be the one. she’s completely nuts… in a way that makes me smile — highly neurotic. a great deal of maintenance required.

she is you, karen.

that’s the good news. the bad is that i don’t know how to be with you right now. and it scares the shit out of me. because if i’m not with you right now, i have this feeling we’ll get lost out there. it’s a big, bad world full of twists and turns, and people have a way of blinking and missing the moment… the moment that could’ve changed everything.

i don’t know what’s going on with us, and i can’t tell you why you should waste a leap of faith on the likes of me… but, damn, you smell good — like home. and you make excellent coffee. that’s got to count for something, right?

call me.

unfaithfully yours,
hank moody.”

O que eu quero de você. Por Milly Lacombe.

"Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhear o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento. Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres, escutar Dream’ Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando."

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


(Via That Girl)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


(via hello-therelove)

domingo, 4 de outubro de 2009

“É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.”

— Luiz Fernando Veríssimo
“Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de fruta em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e o do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você”

— Caio F.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

“Love isn’t about the romantic nights or gifts. It isn’t about fireworks going off around you when you have that first real kiss. Love isn’t about kissing in the rain and dancing beneath the stars. It isn’t about the big moments or the big surprises. Love is not a fairytale. Love is about still having the butterflies after years. It’s about the second looks and laying in bed wide awake, all night, because you can’t go to sleep mad at each other. It’s about being willing to sacrifice, literally, everything for someone, just because you care so deeply for them. It’s not about buying them gifts, but it’s about leaving them little presents here and there, just to remind them that you are constantly thinking about them. Love is about all of the little things, that add up to really big things. Love is rare and special, but should not be treated as if it will break. Love needs to be thrown around and beat up a little bit, worn in, but not worn down. Love needs to be a comfortable feeling, a place to go when no one else in the world can relate. A safe place, where you know that no matter how ugly you look or how angry you are, you will still be loved. ”

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

...

Coloque um pouquinho de açúcar nas mágoas e transforme-as em algodão doce. Silencie as possíveis frases impensadas, que por desventura possam magoar alguém.

Reflita. Antes da ação, da omissão, das palavras e do silêncio.

Se desculpe. Conceda o perdão.

Seja grato aos que estão ou estiveram ao seu lado em momentos de alegria e tristeza. Deixe que eles saibam da sua gratidão.

Fale a verdade. Com respeito e delicadeza.

Não use as pessoas. Quando precisar delas, peça ajuda. E nunca as traia. Pois um dia elas saberão e quando souberem, nutrirão sentimentos nada nobres por você. E acho que pena, é o pior deles.

Não deixe ninguém querer apagar o passado que viveu ao seu lado. Faça por onde ser uma boa lembrança.

Não colecione máscaras. Elas não caem bem em ninguém.

Seja sincero diante do espelho. Assuma virtudes, reconheça limitações. Trabalhe duro para conseguir ser aquilo que te agrada.

Seja honesto. Primeiro com você e sempre com os demais.

Não perca o tempo das pessoas vivendo com elas histórias pela metade. Seja sincero do início ao fim. Ainda que você não possa dizer o que o outro quer ouvir.

Pra quê?

Para receber telefonemas de amigos que se importam. Para poder comemorar o ano novo com gente que te ama. Para ter com quem dividir o mel e o fel. Para abrir o melhor vinho e brindar olhando nos olhos. Pra que a casa esteja sempre cheia. Pra que a vida tenha sempre sentido, ainda que os momentos difíceis queiram tirar isso dela.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"Scusa Ma Ti Chiamo Amore"



E a trilha....



Não vai fazer diferença a idade, a profissão, a experiência, o currículo.

Se conhece o mundo o inteiro, se escolhe o vinho pela safra ou se não entende nada de uvas. Se tem planos grandiosos, se já se casou, sem tem filhos ou se nem pensa nisso.

Não será levado em conta o passado, os ex amores, os traumas, as dores.

Nada pode impedir, nem boicotar, nem fechar o tempo para o amor ensolarado quando ele resolve chegar.

De nada adiantam os planos, planilhas, cartomantes, florais.

Nem os rivotris, passifloras, terapeutas, arsenais.

O amor quando chega, nos tira a calma, remove das paredes as fotos antigas, expulsa da casa o cheiro de mofo, se instala ali e cria raízes.

Ele vem comer pipoca no sofá e nos deixar recados carinhosos no Moleskini, que subitamente nos encanta ao acordar.

E nos ensina o que já sabemos de cor...
E nos surpreende com uma verdade que é nossa...
E nos leve a crer na felicidade possível...

E gratos que somos, retribuímos...

E felizes que estamos, nos entregamos!

domingo, 20 de setembro de 2009

Maratona de DVD's num domingo nublado. "O Amante", "A Viagem do Balão Vermelho" e "Frost/ Nixon". Amei todos!

sábado, 19 de setembro de 2009

O bom senso já era, né não minha gente.

Fiquei horas pensando em como contar o episódio que segue. Pensei em falar na terceira pessoa pra fingir que não aconteceu comigo, considerei encarnar um dos personagens da Pixar, que dizem verdades de um jeito fofinho, procurei no google algo sobre aulas de "defuntês" já que morri de vergonha alheia (e devo admitir, própria também), mas fracassei. Foi aí que resolvi relatar os fatos como eles realmente aconteceram. A começar assumindo a tragédia - sim, aconteceu comigo.

Outro dia, indo jantar, esbarrei com um ilustre desconhecido no elevador. Eu saindo, ele entrando. Graças a Deus!!! E vocês já vão entender os motivos de tamanha gratidão divina da minha parte, por não ter ficado alguns andares naquele minúsculo quadrado ao lado do cidadão.

Naquela sexta-feira fui ao salão, pintei as patinhas de vermelho, mandei que deixassem meu cabelo igualzinho aos dos comerciais de shampoo, comprei roupa nova, me perfumei, me maquiei e saí de casa decidida a exuberar - vulgo: estava me achando! Mas definitivamente, causar no elevador não fazia parte dos meus planos.

Chegando em casa, o "Seu Antônio" porteiro do prédio me diz:

- Flávia, deixaram essas flores pra você.

- Cuma?

Os 40 segundos que passei dentro do elevador sem conseguir abrir o cartão, foram suficientes para imaginar todas as possibilidades - reais e improváveis - da origem daquelas flores. Já os 10 segundos que levei para ler, foram o bastante pra que eu me perguntasse: oi? hein? hã?

As flores eram lindas e as palavras delicadas e gentis. Elas falavam sobre um encontro de 5 segundos no elevador, entre o abrir e o fechar de uma porta, com uma mulher que não lhe deixou outra saída a não ser encontrar meios chegar até ela. Achei a atitude impressionantemente segura e incomum.

E terminou o cartão dizendo: prazer, Fulano. 8348 ****. Claro que me senti lisonjeada! Admiro pessoas que pagam pra ver.

(Mas cá entre nós né gente, é óooooobvio que daria merda!! Afinal, quando a esmola é muita...já sabe. Vai veeeeeeeendo...)

Antes de continuar, quero deixar duas coisas bem claras: 1 - eu sou do tipo que acredita que o acaso nos reserva sempre algo mais espetacular do que podemos supor. 2 - as vezes eu erro na mosca.

Pois bem, mandei uma mensagem agradecendo a gentileza. Ele obviamente ligou e falamos muito, sobre muitas coisas, durante muito tempo ao telefone. Confesso que foi um papo divertido que me deixou curiosa em relação ao rapaz.

Aceitei o convite pra jantar. A falta de empatia foi tanta que inventei uma alergia devastadora bem no meio do prato principal, o que por si só, já seria uma bela sinopse da tragédia. Ela piorou, quando entramos no carro pra ir embora e ele disse: escolhe um CD pra gente. Bom, entre Padre Marcelo, Roupa Nova e Fábio Junior, eu escolhi morrer. "Querido, me leva pra casa sem música mesmo, defunto não escuta" Como eu gostaria de ter dito isso. Mas fui delicada e disse: "que tal colocarmos na OI FM? Super legal, já ouviu?" O silêncio seria ensurdecedor caso a OI não estivesse ali. Nada deu liga. Nem o papo, nem as históras de vida, muito menos as preferências musicais.

Há duas quadras de casa eu já segurava decididamente a maçaneta da porta do carro, para que não houvesse chance dele desligar o motor. ELE DESLIGOU. Só pra gastar gasolina e poluir o mundo, já que desci do inferno em um segundo dizendo apenas: valeu.

Apesar de ele ter meu endereço, meu telefone e de eu ser vizinha da irmã dele, imaginei ter ficado claro que JAMAIS nos veríamos novamente. Havia um luminoso na minha testa dizendo: NEM PENSE EM ME CHAMAR PRA SAIR DE NOVO. Gente, eu não dei nenhum aperto de mão em agradecimento ao jantar. Eu fugi daquele carro como o capeta foge da cruz.

Ainda assim, o recordista mundial da falta de noção e de bom gosto musical, me ligou exaustivamente TODOS os dias por DUAS semanas. Eu não atendia, ele mandava mensagem, eu não respondia, ele ligava de novo. Sem obter resposta alguma, ele resolveu visitar a irmã e claro, teve a brilhante idéia de me interfonar dizendo: Fláaaaaa, vem aqui conhecer meu sobrinho!!!

Bom, fiquei uns 30 segundos mergulhada naquela hecatombe até que soltei a seguinte frase: fulano, estou com visita em casa e não achei delicado essa sua atitude. Você já me ligou 3 vezes essa tarde e eu não atendi. Qual a parte do "não estou interessada" eu vou ter que desenhar? Daí vem a pérola: desculpe. Você está ocupada né. Eu te ligo essa semana pra gente combinar um jantar.

Minha Mãe Menininha do "Cantuá"! Tenha piedade dessa alma inadequada. O Cara tem um vestido de noiva na mochila. Bobeou, ele te leva pro altar.

Acho que ele é do tipo que vê novela. Daí fantasia que o amor da vida dele vai aparecer do nada, numa situação improvável e se apaixonar loucamente pelos seus lindos olhos verdes. Ah claro, e se impressionar pelo seu pitoresco gosto musical.

Vou falar viu, devo ter picado cebolinha na tábua da salvação pra ter um tipo desses na minha cola. Nada pior que gente insistente que se recusa a aceitar o não como resposta.

Volta pro mar, oferenda. Volta.

sábado, 12 de setembro de 2009

Amo!!!

Música linda. Clique aqui para ouvir e ver o clip...

La Liste

Aller à un concert
Repeindre ma chambre en vert
Boire de la vodka
Aller chez Ikea
Mettre un décolleté
Louer un meublé
Et puis tout massacrer
Pleurer pour un rien
Acheter un chien
Faire semblant d’avoir mal
Et mettre les voiles
Fumer beaucoup trop
Prendre le métro
Et te prendre en photo
Jeter tout par les fenêtres
T’aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu’à ça
Est ce que ça te dé-çoit ?
J’ai rien trouver de mieux à faire
et ça peut paraître bien ordinaire
et c’est la liste des choses que je veux faire avec toi

Te faire mourir de rire
Aspirer tes soupirs
M’enfermer tout le jour
Ecrire des mots d’amour
Boire mon café noir
Me lever en retard

Pleurer sur un trottoir
Me serrer sur ton coeur
Pardonner tes erreurs
Jouer de la guitare
Danser sur un comptoir
Remplir un caddie
Avoir une petite fille
Et passer mon permis
Jeter tout par les fenêtres
T’aimer de tout mon être
Je ne suis bonne qu’à ça
Est ce que ça te dé-çoit ?
J’ai rien trouver de mieux à faire
Et ça peut paraitre bien ordinaire
Et c’est la liste des choses que je veux faire avec toi
ha ha
ha ya
Je sais je suis trop naïve
De dresser la liste non exhaustive
De toutes ces choses que je voudrais faire avec toi
T’embrasser partout
S’aimer quand on est saouls
Regarder les infos
Et fumer toujours trop
Eveiller tes soupçons
Te demander pardon
Et te traiter de con
Avoir un peu de spleen
Ecouter Janis Joplin
Te regarder dormir
Me regarder guérir
Faire du vélo à deux
Se dire qu’on est heureux
Emmerder les envieux.
No lugar do coração, o coração. Não coloque o cérebro lá. Não vai funcionar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Não é a regra e cabe a nós, não deixar que se torne.

Acontece que alguns...

Exilaram a magia. Confiscaram a piada. Aprisionaram o pensamento numa gaveta pequena e fria. Na crença vil e míope de manipular o tempo, transformaram dias de inspiração pulsante, em míseras horas de noites tão insones quanto improdutivas.

Levaram embora a capacidade de surpreender. Fizeram um selo com o mantra "agregar valor" substituindo, insanamente, a graciosidade elementar por argumentos patéticos. O memorável pediu o divórcio e não deixou o novo endereço.

Por medo de apostar no incomum, elegeram a mesmice como porta-voz vitalícia das mensagens nossas de cada dia. O valor das idéias deixou de ser uma causa pela qual vale à pena lutar para virar um slogan.

Surrupiaram a inspiração e andam por aí pagando o que for necessário por algo que faça o raso parecer profundo. Proibiram a grande idéia de transitar livremente pelas cabeças de quem quer que seja, já que elas se encontram ocupadas demais em cumprir os prazos.

Burocratizaram sentimentos e intuições. Engravataram a liberdade. Censuram a vocação. Assaltaram o talento deixando o coitadinho por aí, constrangido e de calças curtas.

Prescreveram ansiolíticos para a inquietação criativa. Colocaram no pedestal a repetição, as perguntas irrelevantes, as respostas velhas e sem dentes.

Racionalizaram, endureceram, se equivocaram e não satisfeitos, elevaram a arrogância à milésima potência, causando a impotência - espero que temporária - do dom de transformar uma puta idéia em gargalhadas, diversão, lágrimas, motivação e por fim, no tão esperado, relacionamento.

Ainda assim, eu acredito. Apesar de tudo, tenho absoluta certeza da fragilidade da miopia. Afinal, temos muitos corações encantados por aí, semeando pacientemente, a possibilidade da volta do encantamento.

Que seja possível encantar, que do encantamento venha o desejo e que cada desejo se transforme em realização.
E.N.L.O.U.Q.U.E.C.I.D.A D.E T.R.A.B.A.L.H.O...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

No mar...

Ela caminhou por algumas horas na areia. Garoava insistentemente, mas não estava frio. O mar estava inconstante. Oscilava entre agitação e uma quase calma. Parecia orquestrado pelos pensamentos dela. Eles vinham causando certo tumulto, tateavam pedaços de sentimentos, histórias difusas, esperanças meio fora do contexto, que na medida em que se acalmavam, voltavam para o mar.

Ela estava longe de sentimentos irracionais. Consciente. Era isso. Ela estava consciente. E a consciência, tira os holofotes dos sentimentos mais irracionais, colocando uma calma equilibrada no lugar deles.

Ela caminhou completamente sozinha por algumas horas, tentando compreender que parte lhe falta que nunca esteve ali. É curioso o fato das pessoas sentirem saudade de coisas que nunca viveram. Porque é uma saudade com a qual ninguém sabe lidar. As pessoas sabem administrar perdas, ausências, ganhos, conquistas. Mas definitivamente não estão prontas para entender a falta que sentem do dia de amanhã e das surpresas que ele reserva.

Na caminhada, ela não conseguia distinguir o som das ondas da melodia de seus pensamentos. Ela repetiu mentalmente por vezes seguidas uma frase, quase um mantra, que dizia; "eu não estou ignorando, eu estou dimensionando". E dimensionar é como ranquear. Cada pessoa, plano, sentimento e sonho tem seu devido lugar reservado coração. É preciso dimensionar para não se confundir, para não se desgastar.

Ela caminhou sem se importar com o ponto de chegada. Apenas se concentrou no caminho. Em seus passos. No mar de pensamentos trazidos pelas ondas.

Por fim, sentou-se ali. Olhos presos no horizonte. Sentimentos soltos ao vento. Vagas promessas, grandes desejos, planos reais, pequenas epifanias...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A crise entre o bom e o senso os levou a loucura: agora eles acreditam que são a água e o óleo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

tá...caiu uma quantidade considerável de vinho no teclado do lap...considerando que ele não bebe, é claro. #ferrou?
Só um minuto. Vou abrir a porta que a insônia ta chegando. Pq eu não tenho insônia as 3 da tarde? #infernodosinferno

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sobre o que ainda não vivi.

Sinto saudade de entrar sem medo no mar. A minha condição de mineirinha, nunca me privou do receio que me causa, as ondas enlaçando meus pés e pernas e dorso e face e cabelos.

Sinto uma falta silenciosa de me sentar no menor restaurante, do menor vilarejo de toda a Toscana, na mesa mais aconchegante entre as outras três, tomando um vinho do qual não sei o nome, mas me arrisco a adivinhar a procedência.

Que saudade que eu tenho do sol que não vi nascer em Noronha. Que tola que fui por não tê-lo feito.

Tenho na boca o gosto de um jantar que foge ao menu, cheio de cores, sabores, temperos, aromas que nunca experimentei calmamente na íntegra. Quanta falta me faz o ritual que envolve esse momento.

Me vejo as voltas com a saudade daquele rio que nunca atravessei. No meio da travessia, voltei para trás. Covarde e insanamente, não me permiti conhecer o que o outro lado me prometeu apresentar.

Ai que saudade que eu tenho das vezes que não me entreguei incondicionalmente. Justo eu. Que sempre pensei que fosse capaz. Como seria ter conseguido?

E sabe aquele sim? Ele ainda está aqui. Entalado no meio da garganta. Injuriado, aprisionado, condenado a não existir. Eu o calei. Quanta falta me faz tê-lo botado pra fora.

Sinto uma saudade enlouquecedora de passar uns dias namorando em Eze. Numa casinha alugada bem no alto do morro, cheia de flores, com a lareira acesa, taças de vinho que nunca se esvaziam, assim como a cama, sempre repleta de sentido e de todos os mais arrebatadores sentimentos.

Que saudade de não precisar atuar. De poder ser paradoxal na íntegra sem ter que enfrentar julgamentos. Falo dos meus e também dos alheios.

Saudade de ser mais simples e de saber decifrar meu manual de instruções.

Falta que sinto de conseguir compreender. E depois de tudo as claras, bagunçar. E por mais um milhão de vezes, desaprender.

domingo, 30 de agosto de 2009

Esse filme é foda. Com PH. Vi ontem de novo.



E essa música? Do Alex Beaupain - linda. Eu amo a música e o cinema francês.

Das prioridades que tenho na vida...TOP FIVE

Não ter pressa.

A pressa não muda o compasso do tempo. Não cabe a mim definir as horas, dias, semanas ou meses necessários para que uma semente germine, brote, cresça, encante. Só posso desejar estar por perto quando ela finalmente encantar.

Ter tempo.

Para um beijo longo e calmo. Para horas de riso franco e fácil. Pra dormir um pouco mais. Pra me preocupar um pouco menos. Pra fazer um trabalho do qual eu me orgulhe. Para esquecer do relógio na presença daqueles que me são fundamentais. Pra dizer que amo. Pra ouvir dizer que também ama. Pra me desculpar olhando nos olhos.

Ser.

Fundamental para os amigos, especial para os amores, arrebatadora para os amantes, compreensível pra mim mesma. Diante do espelho, sincera. Sincera longe dele. Feliz na maior parte do tempo. Forte na parte que restar.

Estar.

Inteira e consciente, colocando alma e coração em cada coisa que faço, em cada momento que sonho, em todos os minutos da vida tão preciosa que tenho nas mãos.

Acreditar.

Que o surpreendente, mais cedo ou mais tarde, acaba nos encontrando. Que milagres acontecem o tempo todo, todos os dias. Que nada é pra sempre enquanto fato. Mas que pode ser, enquanto lembrança (isso é só uma questão de escolha).

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

~I'll tell you the worst of me, and try to give you the best of me, because you don't deserve any less~

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Eu amo tudo o que foi,

Tudo o que já não é,

A dor que já me não dói,

A antiga e errônea fé,

O ontem que dor deixou,

O que deixou alegria

Só porque foi, e voou

E hoje é já outro dia."



~ Fernando Pessoa ~

domingo, 26 de julho de 2009

Eu quero um momento que dure pra sempre!

sábado, 25 de julho de 2009

Só queria tudo de novo!

Sábado, 25 de Julho de 2009

Boletim de ocorrência
(Adriana Falcão)


Venho, por meio desta, registrar uma série de furtos dos quais estou sendo vítima nas últimas décadas.

Não mencionarei o fato de terem levado o principal, meus 17 anos, visto que naquela ocasião eu julgava aprovar a perda, na ansiedade de me tornar adulta. A denúncia em questão, portanto, vai limitar-se às subtrações alheias à minha vontade e consciência, ou seja, aquilo que realmente constitui furto, roubo, extorsão, e, em conseqüência, crime.

Levaram-me muitas afirmações e negações, muitas interrogações, muitas exclamações, minha capacidade de me surpreender todos os dias.

Tiraram-me o privilégio de não saber dar respostas exatas.

Levaram-me a tranqüilidade de comer batatas fritas.

Levaram-me minha ambição de brincar de pique-bandeira.

Levaram-me a satisfação de receber cartas pelos Correios, com letras azuis manuscritas pertencentes aos seus remetentes, meus entes queridos.

Levaram-me meu pai, levaram minha mãe, levaram minha permissão de chorar por qualquer motivo que eu julgasse conveniente.

Levaram os bebês que eu tive e me devolveram filhos em idade adulta.

Levaram minha urgência. Minha leviandade. Minha imprudência. Parte considerável da minha saudável ignorância.

Substituíram a minha aflição brutal por outra, mais sutil e complicada.

Foram levando, um a um, minha vitrola, meu gravador de rolo, meu walkman, meu aparelho de VHS e meu CD player, rebaixando meus discos e fitas à condição de entulho, e, não contentes com isso, carregaram meu orgulho de ser uma pessoa up-to-date.

Levaram minha possibilidade de dirigir um jipe sem capota por aí pela cidade.

Levaram-me a faculdade de ler livro, jornal, ou revista, sem um par de óculos na cara.

Levaram minha certidão de nascimento e, em seu lugar, deixaram um papel amarelado caindo aos pedaços.

Levaram-me um grande número de crenças.

Levaram minha coragem de me alucinar madrugada adentro.

Recorrentemente estão me levando todos os dias seguintes às minhas poucas noites de farra.

Extorquiram meu sossego de flanar, pela rua ou pela mente.

Surrupiaram parte do meu fôlego, dos meus ímpetos, do meu fogo.

Levaram minha licença de ficar de bobeira.

O prejuízo já se tornou incalculável, o que, por si só, já justificaria a queixa pública, mas parece ser também irrecuperável. O principal objetivo desse relato, portanto, é o desabafo.

Não vou negar que me presentearam com diversas coisas novas, entre elas uma boa dose de paciência. Não gostei de algumas destas, deste saudosismo, por exemplo. Não incrimino alguém em especial pelos roubos, nem o tempo, nem a vida, e até agradeço à morte pelo favor de não ter chegado ainda, permitindo assim que tudo isso acontecesse.

Também não solicito indenização.

Só queria tudo de novo.


Publicado no Estadão.

Lindo de tirar o fôlego!

Não sei de quem é esse texto, mas gostaria que fosse meu!

"Mas eu fiz de tudo pra que você também visse. Visse que era eu, a tal pessoa especial. Fiz de tudo pra que você também sentisse, que era eu e mais ninguem. Fui inteligente, fui linda, fui magra, engraçada, fui triste, fiz charme, fui forte, fui frágil, fui alegre, de bem com a vida, meiga, gentil, fui grossa, alta, esperta, fui sonsa, loira, ruiva, morena. Contei piadas, cantei tragédias, liguei,não atendi, fiz poemas e não mandei, mandei poemas que não fiz. Escutei músicas que gostava, gostei das músicas que ouvi, desgostei, comentei, calei. Fui a mais ousada, a mais tímida, a mais tua, a única. Falei de sentimentos, fingi que não sentia. Te mostrei os meus ritmos, entrei na tua dança. Quis você todos os dias, esnobei tua presença. Fui a mais menina, a mais mulher, fui companheira, amiga, fiel conselheira, fui presente, distante, te contei meus segredos, neguei meus abraços. Fui burra. Fiz de tudo pra ser tudo o que sempre quis, de todas as formas, de todos os jeitos. E por fim, te ouvi dizer que me amava, quando já não me importava.”

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Saudade dos inferrrrrrrrrrrrrrrrrrrrno....saco.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pensando em me perder pelo mundo pra ver se me encontro...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

sábado, 11 de julho de 2009

Sábado chuvoso as voltas com meus filmes, livros, pensamentos, cobertor. Feliz com isso.

Somos capazes de perdoar?



Pra mim, o perdão não tem a ver com entendimento, compreensão ou generosidade. Perdoar requer aceitação. Aceitar o erro não é compreendê-lo, é simplesmente lidar com o fato de que todos nós passamos pela vida numa sucessão incontável deles. Os que cometemos e aqueles que nos acomentem.

Não acho que o perdão enobrece. Acho que ele redime. Ele nos deixa seguir em paz. Com um pouco mais de leveza. Com menos rancor. Perdoar não é abrir as portas já fechadas para um amor que se acabou. Mas é pensar mais nos bons momentos, que naqueles que nos machucaram. Perdão não é sinônimo de "claro meu grande ex-amigo, volte a frenquentar a sala do meu coraçao". É simplesmente aquietar a mágoa deixando que ela sutil e lentamente, vá embora.

O perdão não restaura sentimentos rachados. Mas ele nos faz sentir coisas novas e menos tensas. O perdão redireciona os holofotes da nossa dor. Quando deixamos que ele entre, ele faz uma faxina em cada canto da mágoa estéril. O perdão fertiliza uma terra há muito desnutrida. Ele nos permite o recomeço.

O filme acima é um grande beijo na boca e uma bofetada bem no meio da cara. Pelo menos foi assim que me senti enquanto, chorando baldes, eu assistia.

Acho que a dificuldade em perdoar o outro, vem do fato de muitas vezes, não conserguirmos nos perdoar. Passei a vida as voltas com duas palavras cruéis e na maioria das vezes, mal aplicadas: pecado e culpa. Esse tormento foi a parte que me coube no latifúndio do catolicismo, ao qual fui inserida desde que nasci. Se sou pecadora, sou culpada. Se sou culpada, não mereço perdão. A não ser o divino, que nem sei se terei. Odeio isso.

Me libertei do catolicismo e aceitei o fato de que a minha consciência é que me guia. Diante dos meus pecados, me entenderei primeiro com ela. Isso não significa que eu não vá errar. Eu erro muito e erro na mosca. Mas significa, que serei a primeira a entender meu erro e as consequências dele na minha vida e na dos que amo. Antes de pedir perdão aos demais, terei que me perdoar. Se eu não for capaz fazê-lo, não há porque querer que o outro faça.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Palmas para o Xico Sá que tão brilhantemente relatou uma realidade de muito mau gosto

"DE UMA CARTA ABERTA AOS COVARDES NO AMOR ETC

Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobre moços, neste panfleto testosteronizado e inflamável, CUIDADO FRÁGIL. Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.

Destemidas fêmeas, caso notem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, mostrem aos seus homens, namorados ou pretendentes, mostrem, recortem e colem nas geladeiras deles, larguem a página aberta no banheiro, na mesa do computador, na cabeceira da cama, deixem esta crônica grudada na tv, mas não antes do futebol da quarta, pois há o risco de simplesmente ser ignorada, enfim, me ajudem para que esta minha carta aberta aos rapazes chegue, de alguma forma, ao alcance deles.

Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito. O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.

Caros, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos.

Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas?

Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte. Ora, mandem nem que seja uma mensagem de texto delicada, seus preguiçosos, seus ordinários. O que custa um telefonema gentil, queiramos ou não dar seqüência à historia?!

Ora, depois daquela intimidade toda! Tudo bem que não mandemos flores, mas um mimo em palavra, nem que seja um lacônico: “Foi ótimo, noite linda!”.

Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noitada! E, claro, delicadeza.

Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.

Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com firmes laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós.

Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô cafuso”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e felicidade possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?

Amigos, mulher não é para ser temida, é para nos dar o melhor da existência, para completar-nos, nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora. Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.

Caros, esqueçamos até mesmo o temor de decepcioná-las, no caso dos exemplares mais generosos do nosso clube. Não há decepção maior no mundo do que a nossa covardia em fugir do que poderia representar os bons momentos da felicidade possível, repito, não a felicidade utópica, que é bem polêmica, mas a felicidade que escapa covardemente entre nossos dedos sujos de caneta Bic a toda hora. Acordemos, para Jesus, amigos homens, levanta-te e anda condenado!

Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida. Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade."



Escrito por xico sá no blog "O Carapuceiro"
http://carapuceiro.zip.net/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Feliz, feliz, muito feliz, feliiiiiiiiiiiiiiiz!!!!

A epifania ou o equívoco? O que você escolhe?

"Eu lamento o fato de me despedir antes de qualquer possibilidade".

- Se lamenta, por que se despede?
- Porque não vou suportar te perder quando já estiver te amando.
- Você nem sabe se chegaremos a isso. Já passou pela sua cabeça que o amor pode não estar reservado pra gente?
- Não. Nosso primeiro encontro me deu apenas uma certeza. Se eu ficar, eu vou te amar.
- Posso saber das suas razões? As que te fariam me amar e aquelas que te levam a fugir.
- É tão fácil te amar. Suas entrelinhas me desafiam e convidam pra festa. As frases que você, sem perceber, articula tão bem roubam meus pensamentos no meio de uma tarde qualquer. Basta um telefonema seu para que a segunda-feira mais cinza ganhe ares de sábado. Quando você sorri, meu mundo inteiro se alegra.
- Agora compreendi. Você vai embora porque te faço feliz. E como você não suporta a felicidade, prefere fechar a porta. Realmente faz muito sentido.
- Eu vou embora para não te perder. Eu fecho a porta para não ter que abri-la quando, hipoteticamente, você fizer as malas. Eu não aceito os riscos que esse possível amor me obrigaria a correr. Eu prefiro um sentimento mais ameno ao olho do furacão que sua intensidade me traz. Construí minha cabana numa praia de águas calmas. Ondas me assustam. Não sei dominá-las.
- Você realmente precisa ir embora. Eu não quero levar a minha intensidade a alguém que foge pois acredita insanamente que pode ter controle. Nossa história não é um ringue e se fosse, depois dessas palavras, você perderia a luta. Eu escolho o risco a uma vida que não chega até a segunda página. E prefiro ver mil amores batendo a porta a nunca viver o milagre do encontro. Sou daqueles que acreditam, e que por acreditarem, fazem valer a pena.
- Talvez você queira mais do eu posso dar.
- Talvez você, por puro egoísmo, disponibilize apenas uma pequena parte de tudo que tem.
- Você está sendo injusta.
- Melhor que ser covarde. Não me venha com frases feitas afim de explicar o que não tem sentido. Essa sua indelicadeza maquiada me cansa e entristece. Uma possibilidade de amor jogada fora e você discursando sobre a cabana no mar sem ondas.
- Mas você disse que talvez o amor não fosse pra gente.
- E digo que um "talvez" deve ser checado. Não quero o benefício da dúvida.
- E o que você quer?
- Pra nós? Não quero mais nada. Pra você? Que nunca se arrependa.

O que inspirou esse post foi um texto do Blog Minímos Óbvios. A frase de abertura veio de lá. Pensei em tantas possibilidades de amor desperdiçadas entre tantos que poderiam simplesmente seguir pra ter certeza. Do sim ou do não. Mesmo que esta que vos escreve algumas vezes desista, acho que nunca se deve desistir de uma possibilidade amor. Ainda que ela não se concretize, apostar que pode dar certo é uma causa mais que nobre.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Pra minha mais nova amiga de infância...

Alguns encontros são completamente inesperados e profundamente arrebatadores. A vida chega e sem dar aviso, coloca diante de nossos olhos, alguém que de cara nos deixa a certeza de que nunca estaremos sozinhos.

Foi assim com você, minha linda e querida amiga. Dona de um sorriso maravilhoso e franco. As vezes parece uma criança de tão surpreendente. Noutras, mostra a força de uma mulher incrível, encantadora, singular.

Quero ter você pra sempre ao meu lado. Amizades assim não nos arrebatam todos os dias. E olha que o maior presente que tenho na vida são os meus amigos. Muitos e muito especiais.

Que bom ter você entre eles! Que lindo presente ter você por perto!

Com carinho,

Flá.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Férias

Preciso de férias. Férias da Flávia Campos - a ilustre desconhecida publicitária planejadora. Férias das reuniões exaustivas mas nem sempre produtivas.

Férias da maquiagem rápida que faço no meio da Sumaré engarrafada e que diga-se de passagem, me rendeu uma multa no mês passado. Na falta da categoria - bancando a perua no volante - fui multada por falar ao telefone. Eu só tava passando um corretivo básico nos olhos, saco!

Preciso de mim. De um tempo comigo. Sabe eu? É, euzinha. A Flá. Sem corretivo, sem batom, sem juízo, sem ressalvas nem poréns nem a caceta do texto legal que o mundo corporativo, muitas vezes nos obriga a armazenar no "eusouprofissional" mode on.

Preciso ir por aí. E só não levo um violão porque não tenho. Não sei tocar. Sempre amei música. Mas nunca toquei. Salvo o piano, minha fugaz e maior paixão. Na música, é claro.

Preciso de mim mais do que qualquer outra pessoa no mundo possa precisar agora. Quero o meu colo, a minha companhia bipolar, os meus conselhos e as minhas palavras nada sábias, mas sempre sinceras.

Preciso dar um tempo dessa merda toda. Dessa gente de latex, plástico, que compra óculos escuros (beeeeem grandes) pra não ter que olhar nos olhos.

Pretendo levar só o protetor solar e o ipod. Os vinhos e livros eu compro pelo caminho. Sempre adorei livrarias. Já a paixão pelo vinho é um pouco mais recente. Mas completamente ignorante. Não entendo nada. Coisa chata é entendedor de vinho, né não?

Os amigos de sempre, vão como sempre no meu coração. O sorriso franco e o peito aberto garantem a conquista dos novos.

Vou andar, bater perna, perambular. Vou observar. Não sei bem do roteiro, só sei do meu caminhar. O que quero mesmo é estar em boa companhia. E no caso, tô falando de mim. O assunto sou eu. Não o "eu" publicitária, mas o "eu" na íntegra, nas entrelinhas. Em carne, osso, víceras e coração.

Preciso de férias. Não sei se longas, curtas, literais. Preciso de ar. De mar. De mim.

E como cantou o mestre Cartola - deixe-me ir, preciso andar.

Alguma sugestão de roteiro que atenda o meu precisar?

Flá, apenas.

domingo, 21 de junho de 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ronaldo!

If you forget me - Pablo Neruda

"I want you to know
one thing.

You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.

Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.

If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.

If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.

But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine."
"Não tenho tempo pra mais nada. Ser feliz me consome!"

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão

Preciso respirar, mas pretendo continuar perdendo o fôlego.

Valorizo certa seriedade na forma de conduzir o pouco sobre o qual eu tenho controle, mas quero chorar de rir evocando a molecagem, a infância, a palhaçada.

Quero meus pés bem firmes no chão, mas vou saltar sem medo da queda, sentindo sinceramente o vento na cabeleira.

Quero que a vida me aponte caminhos para que eu possa escolher e para que eu escolha renunciar. Afinal, já sou bem grandinha pra saber que tudo, não da pra ter. E que cada escolha é também uma renúncia.

Quero o picadeiro, as luzes e a pista cheia, para depois poder voltar para uma cama quentinha e para um abraço que me faça sonhar. Quero um chamego ao silenciar da noite e um café forte na cama ao nascer do sol.

Quero o doce, o frio, o salgado, o quente. Quero os sentidos e os sentimentos. Todos eles no volume máximo. Eu vivo a vida em voz alta. E isso é lindo.

Quero o singular no plural. Quero a transformação no gerúndio. Mudando tudo dentro e fora.

Eu quero a completa intensidade das horas em que plural e singular se misturam. Eu não quero explição. E não quero me explicar. As vezes me sinto como um produto sem manual de instruções. Não sei como me operar. Adoro isso. O previsível sempre me cansou um tanto.

Saibam, eu sempre surpreendo. A mim e aos outros. Isso não tem fim. Espero que nunca tenha.

sábado, 6 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

34 anos daqui a exatamente 1 mês!

Muito bem vividos, diga-se de passagem.

Repletos das alegrias e das dores que fizeram de mim tudo isso e mais um tanto!

Imperfeita assumida e declarada.

Na eterna tentativa de ser uma pessoa mais digna de tudo de incrível que a vida tão generosamente, sempre colocou na altura dos meus olhos atentos e curiosos. E claro, eternamente gratos.

Quem me conhece e gosta, que esteja ao meu lado nessa doce jornada.

Quem não gostar, que saia delicadamente da sala!

terça-feira, 2 de junho de 2009

A vida é uma só

Clichê né. Pois é. Mas as vezes a gente nem se da conta do quão verdadeiro ele é. Se vamos nascer de novo, se vamos reencarnar, se viveremos num condomínio cheio de cachorros lindos correndo de um lado pro outro no céu (minha concepção de céu é essa, um lugar cheio de cachorros lindos e saltitantes) ninguém sabe. E se soubéssemos seria uma falta de sentido isso aqui. Sabe por quê? Porque muitos passariam a vida no sofá esperando que a próxima vida fosse mais movimentada.

Um avião caiu no domingo a noite. Desintegrando promessas de vida nova, de amores futuros, de possíveis filhos, de um reencontro que dolorosamente não acontecerá.

Eu poderia estar lá. Você também. E um de nossos amigos ou familiares. E ainda que nenhum dos nossos conhecidos estivesse la dentro, é impossível não se comover, não se questionar, não se entristecer. Somos todos, absolutamente frágeis. Cristal.

A vida é assim, num segundo tudo está inteiro e no segundo seguinte, tudo pode estar aos cacos. Portanto, eu quero continuar vivendo intensamente. Pingando de suor na pista de tanto dançar. Fazendo com paixão o trabalho que me propus a fazer. Me apaixonando perdidamente. Tendo noitadas de vinho e de riso descontrolado com meus amigos, ainda que eu esteja um caco depois de um dia de trabalho insano.

Eu vou continuar tratando todas as pessoas que me são caras e imprescindíveis com o maior amor desse mundo. Ainda que eu me decepcione, ainda que eu um dia as perca, ainda que elas decidam sair da minha vida sem dizer o motivo. E principalmente, vou fazer acreditando no dia de hoje, que pode ou não ser o último, mas que certamente é único. E é único pois é dele que é feito o agora. E o agora, é tudo o que temos na vida.

Eu quero viver os ganhos sem o medo das perdas. Elas são inevitáveis e uma hora acontece pra todos nós. Eu quero me jogar nas presenças. Quanto às ausências, cabe a cada um de nós sofrê-las sem deixar que a vida pare. Temos todos os nossos momentos de luto. Seja pelas rupturas bruscas dos nossos relacionamentos afetivos, seja pela dor incomparável causada pela morte daqueles que amamos.

Não há como evitar a dor. Uma hora ela chega sem bater na porta e entra, ainda que esteja trancada. Mas há como viver os momentos de alegria até a última gota. Com gratidão, com o coração descompassado de emoção, inocente como o coração das crianças que simplesmente aceitam que nunca saberão do que virá.

Se o amanhã será melhor ou pior, não me interessa saber. Eu quero mais é me jogar no hoje, no agora, no minuto precioso de vida que tenho nas mãos. Ele é só o que tenho, ele é tudo o que preciso. Se for triste, vai passar. E se for feliz, também.

domingo, 31 de maio de 2009

"estamos meu bem por um triz, pro dia nascer feliz"
To verborrágica hj....fiquei mto tempo sem vir aqui e surtei...

Ai genteee!! Essa música é tão bunitinhaaaaaaa!

Grande fase!

Egídio La Pasta Jr., para a revista Paradoxo.

Ela entrou no apartamento pouco depois do sol nascer. Pegou uma garrafa de água e tomou quase de uma vez. Ao fechar a porta da geladeira, grudado por um imã, um papel preso a surpreendeu. A letra ela conhecia bem:


"Eu te esperei. Por alguns minutos alimentei a imaginação faminta de que ao entrar pela porta, eu te encontraria me esperando e um sorriso para iluminar a noite, para acender em nós a possibilidade de que mesmo no final de tudo, ainda é possível - veja que a ironia também pode ser linda – encontrar alguém. Alguém. Eu te esperei boa parte da noite. Impaciente com as conversas sem sentido, os encontros desnecessários, os perfumes fortes. Impaciente mas tolerável. Tolerável, porém seletivo. E quem seleciona, na melhor das hipóteses, é porque têm opções. E opções, você bem sabe, trazem a possibilidade do acerto. Lancei o meu olhar sobre a cidade e isso não te exclui. Apenas não te enaltece. Acertamos durante. Que não segue adiante por razões óbvias que só nos dizem respeito e sobre as quais, já brindamos. Mas acertamos. E é desse acerto, dessa junção de histórias, que eu vou lembrar com especial carinho. Sem rancor, sem desamor, sem mágoas, porque fomos nobres indivíduos que ousaram dizer a verdade quando todos camuflavam as intenções, redesenhavam as frases, compravam óculos escuros."

Uma noite tão boa!!!

Uma mesa cheia de amigos, cheia de encontros e completamente vazia de entrelinhas ou segundas intenções. Entre uma taça e outra de vinho, a cumplicidade, o carinho, o riso fácil, franco, gratuito!

Cigarros compartilhados, fumaça pra todo lado, mais uma garrafa e outra. Falávamos dos planos, dos acertos, das possibilidades.

A noite seguiu seu curso enquanto nós, os sete amigos inseparáveis, que há algum tempo não nos víamos, só queríamos estar ali.

Foi um encontro não agendado, não combinado, que simplesmente aconteceu. Uma mensagem no final da tarde, a sugestão do restaurante e cada um de nós disse sim sem titubear nem dar desculpas esfarrapadas.

Todos nós estávamos tão cheios de novidades. Falamos de coisas boas, citamos pessoas especiais, não concluímos coisa alguma a não ser que o melhor da vida é deixar que ela siga nos encantando.

Foi uma noite simples e por isso mesmo, simplesmente incrível. Tão feliz. Tão cheia das melhores energias.

Vou dormir com aquela sensanção que temos quando capturamos no ar um detalhe que colore a noite inteira com as tintas mais intensas e luminosas.

Deus está nos amigos. E isso é lindo demais!

Amo essa música!

sábado, 30 de maio de 2009

Tempo de renascer!

Existem momentos em que só nos resta silenciar. Eu silenciei. Para curar a dor, para deixar o rancor ir embora, para simplesmente compreender. Enfim, compreendi. Muito mais de mim, muito menos do outro. Mas entendendo a mim mesma, descomplico os demais. E foi isso que aconteceu.

Entendi que saudade não tem a ver com pegar o telefone, e num momento de descontrole, ligar. Saudade é uma forma de manter a dignidade de uma história que passou. É só ficar quietinho, que a saudade se acalma.

Entendi que não há rancor no mundo capaz de apagar os momentos de entrega que passamos ao lado de alguém.

Compreendi que a vida muda o curso das coisas e que isso, descortina diante de nossos olhos, novas e lindas possibilidades.

Aprendi o sentido do passado e a importância do presente.

Hoje, eu estou feliz. E mais uma vez, cheia de esperança, de alegria, de vontade de seguir.

Tive um sonho, em que as ondas do mar, traziam meu RG até mim. Nada mais emblemático, nada mais doce e genoroso. Eu me resgatei. Eu enfim, sei quem eu sou de novo. Me vejo a partir dos meus olhos.

Estou aqui de novo. Não apenas no blog, estou em mim novamente. Um brinde a vida que segue me surpreendendo. Sempre!

Flá.
E depois de um tempo de necessária reclusão, estou aqui novamente! :)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"O amor se abriu pra mim, logo depois que você foi embora"

Le Cordon Bleu!

Imagine que a vida fosse a "Le Cordon Bleu". Um lugar com todos as cores, sabores, odores e ingredientes que nem cabem na imaginação da gente. Chegando lá, lhe dão a chance de montar o grande prato de sua vida, mas com uma condição: terás que harmonizar o doce e o salgado, precisarás fazer valer o ardido e refrescante. E três chances lhe serão dadas: poderás errar na primeira, permanecer no erro na segunda e finalmente, na terceira chance, reconhecê-lo.

E se fosse assim? E se a vida nos desse apenas três chances para reconhecer o grande erro?

Eu acho que Le Cordon Bleu se dividiria da seguinte forma:

Os egocêntricos, os egoístas, os dedicados, os humildes, os sábios.

Os egocêntricos, no primeiro erro, sairiam dali para abrir sua própria escola que certamente se chamaria, "Le Umbigleu".

Os egoístas, seriam os alquimistas do apocalipse. Misturariam todos os ingredientes que lhes apetecessem, ignorando qualquer dor de barriga alheia que pudessem causar.

Os dedicados, elaborariam teorias acerca do erro tentando decifrar a qualquer custo o enigma da esfinge. Eles perderiam a vida pois gastariam todo o seu precioso tempo elocubrando, e não lhes sobrariam dias para o fluir das alegrias.

Os humildes, repetiriam incansavelmente o mantra: não sei onde eu errei, mas confesso que errei.

Já os sábios, no primeiro erro, sentiriam a dor. No segundo, se redimiriam da falha e no terceiro, seriam egocêntricos o suficiente para saber que o erro enobrece, um tanto egoístas para não se matarem por ele, dedicados na busca do diagnóstico e humildes para, de coração, se desculparem e sentirem-se prontos para seguir adiante.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu não estou a venda

Acho que qualquer homem que se vende, vale um preço bem menor do que o que foi pago por ele. Admiro princípios. Meu pai, que tanto errou e que continua errando, soube me ensinar bem o valor deles. O erro faz parte da vida. O que difere um "errador ético" de um "dissimulado convicto" é a capacidade que o primeiro tem de botar as cartas na mesa, de abrir mão do blefe, de ser honesto ainda que isso signifique perder.

Eu aceito tudo o que a vida me dá. Desde que ela não me imponha a seguinte condição: para que você tenha o que tanto deseja, terá que abrir mão dos seus valores.

Eu não abro. Não ignoro a ética, não sei viver sem a verdade, não durmo com a hipocrisia.

Não espere que eu diga o que você quer ouvir só para acarinhar a sua vil vaidade. Eu também não vou jogar na sua cara o que você, por medo da realidade, enterrou a 7 palmos. Não sou dona de verdade alguma, a não ser da minha própria. Mas não espere que eu e te ajude a ignorar suas questões. Nunca ignorei as minhas. Por mais que enfrentá-las, algumas vezes me mortifique.

Sou do tipo que acredita que uma luta se vence pela técnica, pela dedicação, pelo talento, por amor. E se aquele que saiu vencedor, usou de outros meios menos nobres, ele não tem o meu respeito. E o prêmio que ele ganhou, não me desperta desejo algum.

Sou dessa gente que acredita que um bom trabalho supera qualquer contato genial. Sou dos diálogos arrebatadores de Almodóvar. Daquele tipo que ganha noites trabalhando duro, para inspirar alguém e que perde o sono buscando incansavelmente, a minha própria inspiração.

Sou dos que acreditam, dos que trabalham, dos que se doam, dos que se apaixonam pela possibilidade de abrir no mundo, uma janela que seja minha, e que só foi aberta pela presença de princípios.

sábado, 28 de março de 2009

"Respondo que ele aprisiona e eu liberto. Que ele adormece as paixões e eu desperto...

No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer. Eu posso, ele não vai poder me esquecer"

terça-feira, 24 de março de 2009

Momento Caio Fernando Abreu. Mais um...

DÉCIMO FRAGMENTO DA DÉCIMA TERCEIRA VOZ

"Bem sei que gostarias. Mas não te colocarão na cruz, querido. Quanta vaidade, quanto palavreado tolo, quanta culpa idiota. Tanta Piedosa Afetação Messiânica. Desde o começo, sempre foi mentira. E todos sabiam. Pelo menos, enfrenta. Como aquela, mentindo naturalidades com tamanha perfeição que até consegue dizer: sou simples. E diz a verdade quando mente. Não me venhas com Densas Complexidades Psicológicas. Artimanhas, embustezinhos corriqueiros. Portas falsas, coração. Tudo isso me nauseia como a décima dose de um licor de anis. Oxum boceja, uma pluma amarela cai de seu leque. A culpa não existe. A mentira não existe. Falas com arcanjos enquanto cagas. Depois lavas as mãos, lês amenidades pelos jornais. Tudo não passa de um emaranhado de vísceras. Levarás para o túmulo tanta delicadeza, tamanha pudicícia. Os vermes engordarão de tanto açúcar-cande. O que não impedirá o fedor deflutuar como uma aura às avessas sobre a tua cova. Depois, talvez, quem sabe, por que não o Túnel de Luz Ofuscante? Não decifras nada, esfinge de plástico. Até quando insistirás nessa valsa grotesca, nos cristais de palha?"