terça-feira, 22 de junho de 2010

LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON

- my diving bell has dragged you down to the bottom of the sea with me..

- jean-do, i don’t find it so bad that you drag me down to the bottom of the sea... because you are also my butterfly.

[com essa baita declaração, jean-do termina o livro e explica o filme.]

(Via Amanda Agostini)

Amo esse filme. Chorei baldes. Só pra contar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tá?

... aí quis twittar, mas percebi que meu texto não é o bom o suficiente para se fazer entender em 140 caracteres...

...Não sou boa num monte de coisas. Sou desafinada nos sentimentos. Meu texto é inflamado, convicto demais. Minhas palavras são dramáticas, nada poéticas, zero políticas. Nem Nelson Rodrigues, nem Dostoyevsky. Sou um "meio do caminho" pintado por Frida. Um meio do caminho a espera do fim do roteiro. Um caminho inteiro que não percorri, a espera de...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Feliz aniversário para o meu pai, meu grande amor, que cantava essa música pra mim e me fazia morrer de rir...


sexta-feira, 23 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Diga-me e eu esquecerei, mostre-me e talvez eu lembre, envolva-me e eu entenderei." Benjamin Franklin // Tropicana (Pepsico) traduziu lindamente essa frase numa ação simples e comovente. Levou o sol ao Canadá.

"É no meu silêncio que escapam de mim todos os meus gritos."

Clarice Lispector

Belo texto!

LUIZ FELIPE PONDÉ
Folha de São Paulo - 12/04/2010

"Mrs. Dalloway"
Ver a si mesma como estrangeira na própria alma é o pesadelo da personagem de Woolf

MORAVA EU num kibutz em Israel. No final do dia de trabalho físico extenuante, lia na porta do meu quarto, ensaiando meus primeiros cachimbos. Durante alguns meses devorei livros da escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941). Entre eles, um que me marcou excepcionalmente foi "Mrs. Dalloway", publicado em 1925.
Revi o maravilhoso "As Horas" (2002), com Nicole Kidman. E sempre quando vejo esse filme me lembro de como ela foi essencial, ainda que de modo pontual, em minha visão de mundo. No fundo, sempre suspeitei de que cada dia é mais um dia sob o risco de ser devorado pelo sentimento último da melancolia.
Às vezes na vida se faz necessário rompimentos com o cotidiano para que possamos ver melhor o sentido do que fazemos, ou a total falta de sentido. A vida se degrada facilmente na rotina de tentar mantê-la funcionando, por isso a derrota, como no livro "Mito de Sísifo" (1942), de Albert Camus, pode ser a condição necessária para a consciência repousar em paz consigo mesma. Vencer sempre pode ser um inferno.
Na época, atravessando minha primeira (de várias) crises com minha formação médica então em curso, busquei fugir para alguma fronteira do mundo. Trabalhei no deserto do Neguev algumas vezes e posso dizer que o pôr do sol no deserto vazio é uma experiência de dar inveja. A possibilidade de caminhar pelo deserto, como me disse certa feita o escritor israelense Amós Oz, refaz a alma porque vemos nosso rosto refletido na poeira. O deserto nos ensina a humildade, e a humildade é sempre imbatível. Humildade nada tem a ver com humilhação, mas, ao contrário, humildade fala da consciência de que somos efêmeros como o vento. E só como efêmeros que podemos perceber a dádiva que é respirar. Há um modo misterioso em como o deserto chama seu nome quando você está disposto a ouvi-lo.
Na época, já sabia que Virginia Woolf havia se suicidado e, por isso mesmo, quis conhecer sua obra. Nunca fui um deprimido clínico, mas sempre me surpreendi pelo fato de não sê-lo. Muitas vezes pareceu-me que, se fosse viver pelo que a razão me diz, já teria sucumbido à melancolia profunda. O que me encantou em Mrs.
Dalloway foi seu esforço em ser normal e feliz e acreditar em si mesma e na sua fidelidade à rotina. No dia em que se passa a história, ela organiza uma festa em sua casa. Manter a vida aí se equipara ao esforço descomunal de erguer uma festa quando, no fundo, ela se sente vazia e sem razões para festejar. Entre uma alma triste e uma rotina vazia, ela opta pela segunda como falta de escolha porque não pode confiar na tristeza.
Penso no número enorme de pessoas que se levantam pela manhã assim como quem carrega um corpo que não é seu. Mrs. Dalloway é o fim de quem ingenuamente acredita que as coisas sempre darão certo, bastando festejar a rotina comum. Não, a rotina é indiferente à nossa fidelidade, podendo nos destruir mesmo quando a servimos como a um senhor todo poderoso. O pesadelo de Mrs. Dalloway é se ver como estrangeira em sua própria alma.
Aprendemos com ela que a vida não é necessariamente bela e que tentar negar isso é uma forma de permanecer escravo de sua possível monstruosidade.
No fundo de nossa alma habitam monstros que a muito custo se mantêm em silêncio. Esses monstros, quando o mundo silencia, surgem na superfície mostrando o ridículo de nossa batalha diária.
Quantas vezes mulheres apenas suportam o choro de seus filhos, sofrendo no fundo da alma o horror que é ser obrigada a amá-los quando não sentem por eles nada parecido com amor materno, mas apenas o incômodo causado por aqueles pequenos intrusos em suas vidas.
Quantos homens sufocam diante da certeza de que já vivem uma vida sem amor, sem afeto e sem desejo, mas que isso é tudo que suportam ao lado de suas esposas. Quantos filhos sofrem por se sentir indiferentes para com o destino dos pais idosos, tentando convencer a si mesmos de que o amor pelos pais seria o certo, mas que nada conseguem além de desejar vê-los mortos e assim se sentirem livres finalmente.
Entre as funções da civilização, uma é a tentativa de calar esses monstros criando ritos, rituais, festas para celebrar a frágil vitória contra essas criaturas deformadas, atormentadas pelo completo desinteresse pela vida. A verdade é que não há como civilizá-las, a não ser ensiná-las que elas não têm lugar no mundo dos vivos e que, por isso, devem sucumbir à rotina da infelicidade como norma da vida.

domingo, 11 de abril de 2010

Agradeço por conseguir me colocar no lugar do outro. Ainda quê... apesar de... agradeço. Obrigada.

Uma vontade que tenho de que tudo dê certo, que todos se entendam e que ainda que não se identifiquem, se respeitem...

Aí eu começo a fumar um cigarro atrás do outro, e olhando para a fumaça, procuro respostas certas para perguntas equivocadas. E desde os meus pés até o que me escapa, o que sobra são essas obviedades de mapas complexos e labirintos sem ponto de chegada. Fico em silêncio mas os pensamentos fazem barulho demais. E na bagunça dos meus armários não encontro o que preciso para me manter aquecida. Pra ser mais exata, não encontro nada que ainda me sirva.

Achei bonito...

"Sem engano

De que me adianta saber de você? Desculpe, mas acho que não quero mais. Eu queria, mas não sei se posso. Porque você vem e vai de maneira muito imprecisa. E às vezes é muito bom. Ilumina meu dia, me faz rir, me faz crer que é certo. Mas em seguida é como se eu perdesse tudo e o jogo acaba antes que eu queira parar. Aí não sei mais de você. Não sei se você foi para a praia. Não sei se você viu a lua cheia na madrugada de ontem. Não sei se seu carro alagou com a enchente. Se você teve dor de dente. Se você se distraiu. Se você viu um filme. Se sentiu frio. Não sei mais se sua barba cresceu. Se você parou de roer as unhas. Se você parou de sonhar com os ursos de óculos. Se emagreceu, se engordou. Se beijou aquela menina. Se teve vontade de beijar. Se pensou em mim. Se teve tempo. Se não teve tempo de pensar em nada... É muita dúvida pra mim. Preciso de atenção. Preciso que você me queira bem. E que me diga isso. Preciso que você pare um minuto do seu dia apenas para me dizer oi. Preciso saber que ocupo, mesmo que apenas um pouco, dos seus pensamentos. E se isso faz alguma diferença em seus sentimentos. Precisava saber. E se não sei agora, acho que jamais saberei. Então, de que me adianta?"


Mona Souza

Felizmente minha súbita descrença, não é páreo para a minha esperança insistente.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Muito me identifico... e no presente mais que perfeito!

"Enquanto dormes

Ele lhe cobria o corpo antes de sair. Ela descobria os pés. Não suportava dormir com os pés cobertos. Era uma coisa de adulta. Quando criança tinha frio e usava as meias da mãe, que lhes pareciam mais quentes. Mas agora não, agora tinha calor. Mas ele não podia evitar, cobria-a mesmo assim. Empurrava com dedicação a ponta do lençol para debaixo dos seus pés pequenos e sinuosos. Ela gostava desse cuidado. Não se dava conta, mas sempre dormia melhor assim - mesmo descobrindo os pés."


Mona Souza

Que nossa curiosidade nunca se acabe... e que a inocência seja preservada!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mania estúpida que temos de acreditar no que não vemos e duvidar daquilo, que sem o menor pudor, se descortina diante dos nossos olhos. Digo "temos", porque tem certos dias que me falta coragem para assumir um equívoco no singular...

terça-feira, 30 de março de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fragments of a letter

(...)

And you know why? Because I've noticed how you pay attention to the things I say... you pay attention to me. You see me. And I want to do the same with you.

And you are challenging... you don't let anyone in that easy... probably because you've been hurt before and don't want to go there again... so you have this shield and to get in I have to be careful... step by step... I have to be invited... and I know that once you let me in, we'll find amazing things about one another and it will be worth it.

That's what I feel about us.
That's the hope I have in my heart.
That's what I dream and think about.
That's what keeps me in this path that leads me to you.

(...)

domingo, 21 de março de 2010

Amor...

"... Fora ele criado para habitar um instante que fosse nas vizinhanças do teu coração?"

I. Turguêniev
"Você lamentará que a beleza de um instante tenha se esgotado tão rápida e facilmente... que ela tenha brilhado de forma tão ilusória e inútil na sua frente."

Noites Brancas.

sábado, 20 de março de 2010

Tenho vivido no meio de várias epifanias....

Presença de amigos sinceros, incríveis e palhaços. Taças de vinho, fumaça de cigarro, confidências, colo. Aconchego nas madrugadas. Aconchego fora delas. Trabalho árduo, honesto, reconhecido. Abraços deliciosos de crianças maravilhosas. Telefonemas lá de longe em que meus pais dizem, que tirando a saudade, está tudo indo muito bem. Sono tranquilo. Riso fácil. Olhos atentos. Serenidade para ponderar as responsabilidades que a felicidade propõe. Maturidade para saber que as feridas cicatrizam. Leveza para escrever textos completamente clichês e ainda assim, absolutamente autênticos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

"...acho também que é cedo demais para que a gente tente desvendar toda interrogação. São muitas. Vamos ver como o tempo vai resolver as coisas, te adiantando que eu te amo. E que nesse momento eu espero que por muito tempo, eu preserve esse desejo de continuar sua. Como você me mostrou que eu poderia ser. De um jeito que eu jamais imaginei que pudesse ser porque ninguém antes havia me mostrado tanta generosidade. Porque ninguém nunca me pediu antes esperando um "sim" em retorno."

Mínimos Óbvios

quarta-feira, 17 de março de 2010



"Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e fel
iz"

"Substituirei o destino pela probabilidade."

Clarice Lispector

segunda-feira, 15 de março de 2010

domingo, 14 de março de 2010

Prefiro ser guardada no coração, mais do que em fotos.

"Sol fazia, só não fazia sentido"

Uma perfeita falta de simetria que não cabia dentro das noites. As palavras silenciosas que evitavam o diálogo, se repetiam e se calavam deixando uns ecos nos dias desertos. Perguntas sem respostas. Era um descompasso de horas, agendas, delicadezas. Ficou o dito pelo não dito. O querer pelo desamor. Ficou a urgência de ir embora. Só futuro é que não ficou.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Você

"De um azul clarinho ralo, quase da cor do céu às 10 da manhã, seus olhos passaram por mim, parando nos meus por exatos 15 segundos. O tempo de uma vida inteira."

Mona Souza

quinta-feira, 11 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

- O que é que houve meu amor, você cortou os seus cabelos.
- Foi a tesoura do desejo. Desejo mesmo de mudar.

Alceu Valença

terça-feira, 2 de março de 2010

"Don't tell me 'bout your lies. Don't tell me 'bout your secrets"

É isso.

- Me dê um cigarro.
- Você não fuma.
- Preciso ter algo nas mãos.
- Você já tem.
- Eu?
- Eu.

(Eu li algo assim em algum lugar do qual não me lembro. Só me recordo do que provocou em mim".

Algumas pessoas são deliciosamente, a continuação de um abraço.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Eu te amo não diz tudo"

A verdade diz...
A cumplicidade também...
O respeito...
Os fatos...
Um olhar franco...
Um sorriso aberto...
Uma explicação clara...

"Eu te amo não diz tudo"

Ter um abraço pra onde voltar diz mais...
Ter um ombro pra chorar também...
Ter alguém que acredita em você, quando você mesmo duvida, fala muito mais que qualquer "eu te amo pra sempre".

"Eu te amo não diz tudo"

Aliás, não diz quase nada.
Em questão de segundos fica banal, meio cafajeste, meio imoral.

"Eu te amo não diz tudo".
"Não consigo molhar os pés apenas | eu mergulho e só paro quando me afogo | eu me queimo e só paro quando derreto | eu me jogo e só paro quando me param."


Martha Medeiros

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eu não consigo parar de ler e de querer compartilhar... é que fiquei muito tempo longe das lindas e tão bem articuladas palavras de Martha Medeiros.

"VOCÊ É...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê."

Nos sentimos amados quando chove lá fora e faz sol aqui dentro. Exatamente como agora!

"SENTIR-SE AMADO

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo."


Martha Medeiros

Que essa saudade não nos encontre, coração!

"A DOR QUE DÓI MAIS

... a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."




Martha Medeiros

Agora? Não é só amor, é sem medo. Não é só amor, é melhor!

"…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”




Martha Medeiros por Lília Cabral em Divã

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Super aposto....

No fim das contas....

"Outra noite tive o pior pesadelo do universo. Só não foi pior porque você aparecia e me salvava. Era um lance meio super-heróico mesmo. Depois você me deixava em casa (voando talvez) e eu te agradecia banalmente. Sabe essa educação que nos é peculiar? Obrigado, por favor, com licença. E você ia embora. Depois eu acordei, de fato e vi o relógio, 3 da manhã. Não ia te ligar essa hora, quem costuma fazer isso é você e não vou roubar teu hábito. Mas é isso mesmo. A gente vive se salvando. No fim das contas, é tudo uma questão de ser salvo pelo outro e estar pronto para salvar."

Egídio La Pasta Jr.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Das obviedades do medo e seus mapas complexos

Ouvi de uma amiga hoje: "estou sentido tanto medo de perdê-lo que não sinto mais nada. Nem fome, nem sono, nem calor, nem cheiro de coisa alguma. Só sinto medo."

Passei a tarde pensando no medo da perda e suas causas....

- frases impensadas ditas no meio de uma tarde qualquer.
- o passado rondando.
- o futuro fugindo.
- o presente duvidando.
- um amor que cresce agora como se não houvesse depois.
- um olhar que por fração de segundos escapa.
- um "eu te amo" calado.
- mãos que se soltam no meio da noite.
- um sonho ruim.
- um telefonema na madrugada.
- uma mensagem... na madrugada.
- uma carta de tarot dizendo : pare.
- uma carta de amor dizendo: calma.
- uma viagem com data de ida, apenas.
- o medo da dor.
- do desamor....
- do equívoco...
- do adeus.

...sobre as consequências desse medo da perda, não me arrisquei a concluir nada...alguém se habilita?

O amor cura, a falta dele é que fere.

Ouvindo sem parar...tipo esquizofrenia ou sei lá o quê...

"I'm so confused by you, I don't know what to do"


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acho que é isso, mas não sei ao certo...

"Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo por que digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora."

Caio F. Abreu

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Muito me identifico....

Quando me dei conta já estava usando "nosso" no lugar de "meu".

(via fabricioteixeira.blogspot.com)

domingo, 31 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tira do André Dahmer (via julietaenvenenada.blogspot.com)

Momento tchururu!!!

Minha blusa amassou e tenho reunião. A @rebokel emprestou a dela pra mim. QUE AMOOOOOR.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

... !!! ...

Das feridas que colecionamos

Elas não são nada justas. A cada novo passo - profissional, pessoal, familiar - elas se julgam no direito de nos lembrar que estão ali desde sempre e que não têm a menor intenção de ir embora. Depois de muita terapia, guardei minhas feridas numa caixa de papelão mofada com data de validade "quase vencida". Tenho muito respeito pelas estórias vividas. As minhas e as dos demais. Compreendo que cada uma delas serviu pra nos fortalecer, pra nos fazer sorrir, pra nos fazer chorar, pra nos fazer seguir. Mas sou a favor de continuar viva ainda que uma parte da minha vida tenha morrido. Vivo integralmente meu luto. Depois volto a amar, a planejar, a ser feliz. E sem a menor hipocrisia, desejo que aqueles que construíram comigo uma história que se acabou, percorram o mesmo caminho. Caminho que chamo de "felicidade". Felicidade sem rancor, sem mágoas, sem aquele desejo mesquinho de que o outro não seja feliz. As vezes acontece. As vezes sinto raiva. As vezes sou pequena. Mas volto a ser inteira porque sou generosa. Comigo, com a vida, com o outro, com passado, com o presente e com o futuro.

Life is too short. Não temos tempo a perder.
“As we grow up, we learn that even the one person that wasn’t supposed to ever let us down, probably will. You’ll have your heart broken and you’ll break others’ hearts. You’ll fight with your best friend or maybe even fall in love with them, and you’ll cry because time is flying by. So take too many pictures, laugh too much, forgive freely, and love like you’ve never been hurt. Life comes with no guarantees, no time outs, no second chances. you just have to live life to the fullest, tell someone what they mean to you and tell someone off, speak out, dance in the pouring rain, hold someone’s hand, comfort a friend, fall asleep watching the sun come up, stay up late, be a flirt, and smile until your face hurts. Don’t be afraid to take chances or fall in love and most of all, live in the moment because every second you spend angry or upset is a second of happiness you can never get back.”


(http://fabricioteixeira.blogspot.com/)
(via blog do fabrício)

Tava escondido na varanda porque eu te amo

[Do começo de uma história qualquer, por causa de uma frase de um filme]

Tava escondido na varanda porque eu te amo. Eu não suportaria te encarar de frente, eu não saberia onde posicionar os braços enquanto falasse com você, eu não suportaria a grandiosidade da sua presença acentuando a mediocridade da minha. Tava escondido na varanda porque te guardo em segredo. Porque ali eu teria o pretexto da paisagem, de ter ouvido um barulho estranho na rua ou simplesmente de ter saído para tomar um ar ou ver o pôr do sol. Eu não precisaria esgueirar o que sinto. Tava escondido na varanda porque varanda é refúgio. A sala havia sido tomada por essa sua beleza e eu me sentiria um criminoso em te olhar nos olhos. Na varanda eu não sou ninguém e eu não te ocupo. Melhor assim, o não-dito. Enfim, somos frutos do que não é dito.

Fabrício Teixeira.