"A DOR QUE DÓI MAIS
... a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer."
Martha Medeiros
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Agora? Não é só amor, é sem medo. Não é só amor, é melhor!
"…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Martha Medeiros por Lília Cabral em Divã
Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Martha Medeiros por Lília Cabral em Divã
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
No fim das contas....
"Outra noite tive o pior pesadelo do universo. Só não foi pior porque você aparecia e me salvava. Era um lance meio super-heróico mesmo. Depois você me deixava em casa (voando talvez) e eu te agradecia banalmente. Sabe essa educação que nos é peculiar? Obrigado, por favor, com licença. E você ia embora. Depois eu acordei, de fato e vi o relógio, 3 da manhã. Não ia te ligar essa hora, quem costuma fazer isso é você e não vou roubar teu hábito. Mas é isso mesmo. A gente vive se salvando. No fim das contas, é tudo uma questão de ser salvo pelo outro e estar pronto para salvar."
Egídio La Pasta Jr.
Egídio La Pasta Jr.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Das obviedades do medo e seus mapas complexos
Ouvi de uma amiga hoje: "estou sentido tanto medo de perdê-lo que não sinto mais nada. Nem fome, nem sono, nem calor, nem cheiro de coisa alguma. Só sinto medo."
Passei a tarde pensando no medo da perda e suas causas....
- frases impensadas ditas no meio de uma tarde qualquer.
- o passado rondando.
- o futuro fugindo.
- o presente duvidando.
- um amor que cresce agora como se não houvesse depois.
- um olhar que por fração de segundos escapa.
- um "eu te amo" calado.
- mãos que se soltam no meio da noite.
- um sonho ruim.
- um telefonema na madrugada.
- uma mensagem... na madrugada.
- uma carta de tarot dizendo : pare.
- uma carta de amor dizendo: calma.
- uma viagem com data de ida, apenas.
- o medo da dor.
- do desamor....
- do equívoco...
- do adeus.
...sobre as consequências desse medo da perda, não me arrisquei a concluir nada...alguém se habilita?
Passei a tarde pensando no medo da perda e suas causas....
- frases impensadas ditas no meio de uma tarde qualquer.
- o passado rondando.
- o futuro fugindo.
- o presente duvidando.
- um amor que cresce agora como se não houvesse depois.
- um olhar que por fração de segundos escapa.
- um "eu te amo" calado.
- mãos que se soltam no meio da noite.
- um sonho ruim.
- um telefonema na madrugada.
- uma mensagem... na madrugada.
- uma carta de tarot dizendo : pare.
- uma carta de amor dizendo: calma.
- uma viagem com data de ida, apenas.
- o medo da dor.
- do desamor....
- do equívoco...
- do adeus.
...sobre as consequências desse medo da perda, não me arrisquei a concluir nada...alguém se habilita?
Ouvindo sem parar...tipo esquizofrenia ou sei lá o quê...
"I'm so confused by you, I don't know what to do"
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Acho que é isso, mas não sei ao certo...
"Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo por que digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor. Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora."
Caio F. Abreu
Caio F. Abreu
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Muito me identifico....
Quando me dei conta já estava usando "nosso" no lugar de "meu".
(via fabricioteixeira.blogspot.com)
(via fabricioteixeira.blogspot.com)
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